terça-feira, 11 de março de 2008

Tão tu...




Estranha a vida... estranho os desejos,

Esses que se transformam...


Desejos de se querer, ser, estar, ter, poder,

Algo, alguém, quem...


Estranha a vida com seu destino incerto,

Com seu olhar distante e sempre perto.

Vida que deseja, desejo de viver, que habita a alma,

A busca de outra alma, que a ao longe se reconhecem

E quando próximas se desconhecem...


Estranho olhar de procura... procurar o quê,

Por que, pra quê, pra quem?

A vida é paralela ao sonho, o sonho

É o desejo da realidade, e o que é realidade?


O coração é inquieto, a alma é sedenta e o

Corpo é liberdade, expressividade...

A busca jamais terá fim, mesmo que este chegue,

Virá outra vida para recomeçar a busca insaciável

Que destrói, reconstrói, odeia, ama e corrói.


Tua vida não tem futuro, este é teu impasse.

És do mundo, és insaciável, és cruel e és amável.

Tuas asas imaginárias te levam para além,

Mas só isso não te basta, tens que mostrar para alguém.

Alimenta-te do que lhe é alheio e não

Importa a quem, és forte, és guerreiro e

Não perdes pra ninguém...


Estranha a vida... estranho os desejos,

Esses que se transformam em meio à solidão!

Um comentário:

José Ricardo Vieira disse...

Ler é fácil... Mas, ser lido, e "ler-se" nem sempre é tanto...

O amor e a vida são presentes que não se escolher receber. Nem se pode recusar. Me destes ambos. E isso que sou, em muito, deriva destes presentes que me destes.
"Só..."